Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

"O râguebi em Portugal é como uma irmandade, vive da amizade" - João Uva

O Mundial de Râguebi, em França, começa amanhã.

A selecção portuguesa conseguiu, pela primeira vez, o apuramento para esta competição e o primeiro jogo está marcado para domingo, dia 9.

Num artigo da revista tabu deste sábado, era possível ficar a conhecer um pouco mais os Lobos, como são conhecidos.

E perceber que esta qualificação foi tornada realidade com muita dedicação ao desporto, o que apenas atletas que adoram o que fazem conseguem.

O espírito é de puro amadorismo, a equipa é muitíssimo unida e um exemplo a assinalar - a maioria tem formação superior (médico, engenheiros, professores, advogados...) e os restantes encontram-se a estudar, conciliando ambas as actividades com enorme disciplina, gerindo o tempo ao segundo.

Existem alguns profissionais, mas poucos. "Os outros não recebem dinheiro. Nem nos clubes, onde na maioria dos casos ainda lavam os próprios equipamentos, nem na selecção, onde aquele hábito acabou há apenas dois anos."

Às quartas feiras, os jogadores reúnem-se no Estádio Nacional, para um treino às oito, com duração de 2h30. Os que vivem no Porto encontram-se mal saem do trabalho, mas nem sempre a tempo de chegar a horas: "Fazemos a viagem que nem loucos só para treinar uma hora. Muita gente diz que somos doidos, mas para nós já faz parte da rotina. Quando o Tomaz marca treino, nunca dizemos que não." Chegam ao Porto por volta das 2 das manhã, exaustos, anseando por algum descanso antes de mais um dia de trabalho.

"Somos amadores e gostamos mesmo de estar aqui." Está justificada toda esta dedicação e espírito de sacrifício!

Vai ser um desafio díficil, muito desigual, contra as melhores equipas do mundo, países onde o número de atletas de federados ultrapassam largamente os 4300 existentes em Portugal (7200 na Roménia, 25000 na Escócia , 45000 em Itália e mais de 142000 na Nova Zelândia).

A equipa está consciente do fosso existente e por isso não cria falsas expectativas. Mas, o que dizer quando dão acusados por um director de um jornal desportivo de falta de ambição? Parece-me que nunca integrou um desporto de competição e, por essa razão, não tem nocão do que afirma.

A própria federação internacional tentou atenuar estas diferenças, ao agendar jogos com o Canadá e Japão e ao disponibilizar treinadores para auxiliarem a equipa técnica portuguesa.

Alguém da equipa escreveu um dia num quadro "Enquanto tivermos sangue nas veias e ar nos pulmões não desistiremos." Eu diria que é um óptimo mote para este mundial. A dedicação deste jogadores já está mais que provada; merecem todo o respeito e apoio por isso.

 

O Público vai acompanhar este mundial (site), que pode ainda ser visto na Sport TV (nenhuma outra televisão adquiriu os direitos!).

 

 

  

Fonte: tabu, revista do jornal Sol. N.º 51, 1 de Setembro de 2007

Imagem: RWC

 

publicado por maria às 17:34
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