Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Livros

Acabei de ler o livro Foi Assim, de Zita Seabra.

Aqui fica um excerto que demostra a realidade vivida na URSS, descrito pela autora por lhe ter ficado na memória aquando da sua visita para fazer a reportagem das primeiras eleicões livres.

É uma situação bastante caricata e até ridícula. Custa acreditar que uma sociedade podesse ser gerida desta forma!

 

 

"Visitámos um hospital de Moscovo. (...) Explicaram-nos como funcionavam os médicos e os cirurgiões, por exemplo. Recebiam o seu ordenado-base e depois tinham metas para o ano seguinte, de acordo com a planificação socialista. Se tinham operado cem apendicites, tinham no ano seguinte que operar mais umas tantas para poderem ser compensados por atiningirem as metas da planificação socialista. (...) Na televisão vi a mesma fórmula aplicada a uma agência funerária, que, quando se aproximava o final do ano, se via obrigada a roubar os mortos à área do vizinho. Nos últimos dias chegava a ser perigoso andar na rua, porque a polícia acusava qualquer transeunte de alcoolismo e prendia-o para cumprir também ela a sua meta."

 

 

publicado por maria às 14:00
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2 comentários:
De pontodevista a 14 de Setembro de 2007 às 15:45

Não é assim tão diferente de outros sistemas:

Imagine o departamento comercial de um certo jornal de referência. Para além dos seus salários, os angariadores de publicidade têm um prémio de produtividade que implica o cumprimento de uma certa meta. Se essa meta for cumprida, recebem 100% do prémio (mais dois salários, digamos); mas, se for ultrapassada em 20%, recebem 200% (ena!).

O problema é que, caso consigam atingir o segundo resultado, a meta para os anos seguintes passa a ser este valor recorde, pelo que terão de trabalhar muito mais todos os anos para ganhar o mesmo prémio anterior, arriscando-se a perder por completo qualquer espécie de prémio de produtividade.
De pontodevista a 14 de Setembro de 2007 às 15:48
Péssimo exemplo.

A PSP tem de comunicar à tutela o número de multas (e receber o respectivo dinheiro). Uma vez que este número de multas é inferior ao pretendido, os senhores agentes decidem postar-se a dois passos da Divisão de Trânsito de Lisboa, e multar todos os carros estacionados semi-ilegalmente (para que os próprios senhores agentes possam usar esses lugares para as suas viaturas particulares, é evidente).

A cidade fica a confusão do costume, ou pior, mas os jornais podem propagandear as suas estatíticas.

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